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Plalume

 

A Plalume – Plataforma de Lugares de Memórias é um levantamento em construção de organizações brasileiras que atuam com lugares de memórias relacionados às violações de direitos humanos e resistências que ocorreram ao longo da história. A Plataforma contempla os membros da Rebralum, mas visa destacar instituições e projetos que ainda não integram a rede, mas que atuam em um sentido convergente. A principal fonte para a pesquisa é a planilha de pontos de memória cadastrados disponibilizada pelo Ibram. Além disso, algumas iniciativas mapeadas no Constelações da Memória Negra da Casa Sueli Carneiro e organizações conhecidas e indicadas pelos atuais membros da Rebralum foram incorporadas.

O MVO é o primeiro Museu Afro-indígena com uso do metaverso, um espaço colaborativo e emancipatório que conta a história dos Itaparicanos, promovendo o direito à sua memória, a igualdade histórica dos povos originários, africanos e africano-brasileiros. Para construir o contexto histórico de Itaparica foram consideradas as várias origens civilizatórias que compõem o território, a saber: os povos originários, a africana, a africano-brasileira e os portugueses. O espaço interativo metaverso foi criado para dialogar com a insurgência/permanência dos povos originários, africanos e africanos-brasileiros na territorialidade produzindo o direito a salvaguarda de sua memória em uma perspectiva decolonial, celebrando a ancestralidade de afirmação das nossas origens.

www.museuvirtualorigens.com.br

O Instituto Boimamão de Preservação e Fomento da Cultura, sediado no município de Bombinhas e fundado em 1998, é a Organização Social Civil (OSC) responsável pela gestão do Museu Comunitário Engenho do Sertão. Nesses 23 anos de atividades, a Instituição desenvolveu um “acervo histórico em movimento” e, na qualidade de espaço de ações sócio educativas e de participação popular, promoveu o patrimônio cultural e aproximou a comunidade à construção de suas próprias narrativas.

www.institutoboimamao.org.br; www.engenhodosertao.com.br; www.facebook.com/engenhodosertao452; https://www.instagram.com/ENGENHODOSERTAO; https://www.youtube.com/@EngenhodoSertao

O Museu da República busca contribuir para o desenvolvimento sociocultural do país, por meio de ações de preservação, pesquisa e comunicação do patrimônio cultural republicano que conserva. O seu compromisso é com a universalização democrática do acesso aos seus acervos, o respeito à diversidade e a construção da cidadania.

www.museudarepublica.museus.gov.br

O Museu de Favela – MUF – é uma organização não governamental privada, de caráter comunitário, fundada em 2008 por lideranças culturais moradoras das favelas Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, situadas na Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro. É o primeiro museu territorial e vivo sobre memórias e patrimônio cultural de favela no mundo e seu principal acervo são seus moradores, seus modos de vida, suas narrativas e expressões culturais.

www.museudefavela.org

O histórico do Ponto de Memória Museu Quilombola está diretamente ligado a Associação dos Moradores que desde 1986 foi institucionalizada e segue trabalhando pelo reconhecimento e valorização das tradições e cultura quilombola. A associação foi fundamental no processo de reivindicação e legitimação das conquistas do povo de Caiana dos Crioulos, a partir dos encontros e reuniões - que acontecem ainda hoje com regularidade - foram levantadas as demandas e elaboradas as estratégias para a emancipação do nosso povo, que segue sendo o nosso principal objetivo. Toda essa trajetória é demonstrada, narrada, em nosso Museu Quilombola pois nossos mais novos e também os de fora, precisam conhecer para reconhecer e respeitar o povo quilombola. Podemos celebrar muitas conquistas nesses 37 anos de existência, a institucionalização da associação permitiu-nos um maior e mais intenso envolvimento da nossa comunidade, nas tomadas de decisões coletivas sobre o nosso presente mas também futuro. Em 1988 construímos uma Casa de Farinha Comunitária, de grande relevância na dinâmica de produção e conversão econômica + social, foi a primeira demanda coletiva a ser atendida. Em 2001 o sonho de uma escola municipal se tornou realidade, hoje ela leva o nome do saudoso Mestre Firmo Santino da Silva (in memoriam) que além de ser um homem de grande sabedoria, conselheiro, é também mestre da cultura popular. Ainda em 2001 nossa associação conquistou uma unidade básica de saúde da família, para cuidar da saúde e bem-estar dos nossos mais velhos, depois de anos reivindicando e lutado por esse direito. Em 2005 finalmente chega a certidão de reconhecimento como comunidade remanescente de quilombo, pela Fundação Cultural Palmares, uma luta que iniciou em 1998 pelos nossos mais velhos. Nesse momento as frentes de atuação já estavam mais organizadas e a cultura que ganhava grande destaque em nossa comunidade com a dança do coco e as cirandas, amparando nossas reivindicações e ampliando nossas vozes que ecoaram com a visibilidade de dois CDs (2003 e 2006) gravados pelas mestras cirandeiras, mestras da cultura popular de Caiana dos Crioulos: D. Edite do Coco e eu Mestra Cida - foram ganhando proporções maiores em nossas vidas e com auxílio de aliados externos, formalizamos em 2005 a fundação da Organização das Mulheres Negras de Caiana que trabalha em conjunto com a Associação, em 2015 concebemos esse importante espaço em respeito ao todo nosso patrimônio cultural histórico a fundação do nosso Museu Quilombola. A partir dele mantemos viva a memória do legado dos nossos mais velhos e fortalecemos ações que enaltecem a nossa cultura mesmo frente as persistentes tentativas de apagamento de nossos saberes. Nossos principais eventos com essa finalidade são o Dia da Consciência Negra e projeto de turismo comunitário Vivenciando Caiana.

Associação dos moradores de Caiana dos Crioulos

O Museu das Remoções quer ser mais um instrumento de resistência e luta, com alcance nacional, em comunidades que sofrem ou já sofreram com processos de remoções e práticas especulatórias. Nosso objetivo é lutar contra as políticas de remoções, suas ações arbitrárias e consequentes apagamentos de memória.

www.museudasremocoes.com

O Ponto de Memória & Cultura: Museu Indígena Kanindé localizado na aldeia Sitio Fernandes município de Aratuba, estado do Ceará foi fundado no ano de 1995 pelo mestre da cultura indígena cacique Sotero. O espaço possui amplo e diversificado acervo que se relaciona historicamente a luta pelo reconhecimento étnico Kanindé, a salvaguarda e transmissão dos conhecimentos e práticas culturais.

https://mapacultural.secult.ce.gov.br/agente/8797

O Memorial Sertanejo é um museu comunitário localizado no Povoado de Poço Dantas, zono rural de Santa Cruz-PE, esse espaço possui um acervo com mais de 200 peças ligadas à vida do povo do Sertão nordestino. Certificado como Ponto de Memória.

https://www.museusdepernambuco.pe.gov.br/espaco/2030/#info

Fundado em 17 de fevereiro de 1951 por um grupo de negros com o objetivo de reunir suas famílias, difundir a história e cultura afro-brasileira, criando um espaço de pertencimento, autoestima, memória afetiva, tradição e ancestralidade. Somos uma instituição guardiã dos saberes, das criações artísticas, obras, objetos, documentos da história e cultura do negro na cidade do Rio de Janeiro.

Início

A Associação Cultural do Quilombo São José fica no munici?pio de Valenc?a, a tre?s horas do centro do Rio de Janeiro. E? um centro de turismo e?tnico do estado do Rio de Janeiro e tem a missão de salvaguardar o patrimônio imaterial do jongo e suas tradições, bem como fortalecer e ampliar os trabalhos com a cultura afro existentes na Região do Vale do Café. Em junho de 2000 os moradores do Quilombo fundaram a associação e criaram o Centro de Cultura e Memoria do Quilombo São José que tem como objetivo o registro e divulgac?a?o dos seus patrimo?nios culturais e a implementac?a?o de projetos sociais de agricultura e de turismo (e?tnico e ecolo?gico) e projetos culturais e de educac?a?o popular visando a sustentabilidade e salvaguarda de suas tradic?o?es. A associação realiza apresentações e festas de jongo, fóruns, palestras em escolas, encontros culturais e reuniões comunitárias em sua sede situada dentro do quilombo histórico, oferecendo atividades culturais e educativas para estudantes, professores e o público em geral com interesse pela cultura afro do Vale do Café. Entre os eventos vale ressaltar a Festa do Dia 13 de maio, as Oficinas de cultura popular do Médio Paraíba e o Dia de Zumbi. A Associação do Quilombo já recebeu diversos prêmios pela sua atuação em projetos de cultura e economia criativa. Dentre eles vale ressaltar o maior prêmio da cultura nacional, a Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República.

Associação da Comunidade Negra Remanescente de Quilombo da Fazenda São José da Serra

O Memorial Museu Oxum nasce, através do projeto “Matrizes que Fazem Memórias”, para preservar a cultura dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, lembrar e compreender a luta daqueles que nos ensinaram os caminhos que nos levam ao Axé, a força vital que anima e enche de significado nossos conhecimentos acerca de nossas origens, atualizadas no presente. Este espaço foi concebido com o propósito de salvaguardar acervos de acesso até então restrito e que, agora, vêm a público como um convite à aproximação e ao diálogo com a sociedade como um todo, ultrapassando as fronteiras do terreiro.

https://visite.museus.gov.br/instituicoes/memorial-oxum

O Coletivo começou a se organizar a partir do final da década de 70, mas os ancestrais vivem o processo de resistência desde o final do século XIX, sendo reconhecido como Quilombo em 2003 pela Fundação Palmares. Neste sentido, a Associação dos Moradores do quilombo vem realizando ações para fortalecer a identidade cultural dos remanescentes de quilombos por meio de projetos que identificavam a história das mulheres, filhas de escravos. Essa identificação das pessoas mais antigas do quilombo foram registrados por meio de fotos expostas em painel no ano de 2003, ano do reconhecimento do quilombo. A comunidade tem um grupo de capoeira de angola e um grupo chamado Afrozambe que se apresenta em diferentes manifestações culturais do quilombo desde a década de 80. O Grupo também tem festividades religiosas com círio da Nossa Senhora de Monte Serrat comemorada no primeiro domingo de fevereiro, no dia da Nossa Senhora das Candeias. As festas juninas são celebradas com fogueiras, quadrilhas, comidas tipicas, banhos com envolvimento de toda a comunidade do quilombo. Por todas estas atividades culturais que desenvolvemos ao longo de mais de 100 anos que pretendemos fortalecer nosso patrimônio.

Ponto de Memória “Quilombo Itacoã-Miri do Baixo Acará-Pa”

O Museu Gídeo Véio é uma iniciativa cultural, educativa e uma ferramenta de resistência e luta de uma comunidade quilombola que historicamente esteve exposta ao preconceito, discriminação e a negação dos seus direitos.

O Museu foi criado em 2016 e reúne relatos e fotografias dos antigos e dos atuais habitantes da comunidade, registros do processo de organização comunitária, das manifestações artísticas e objetos antigos de uso da comunidade.

O Museu Quilombola é uma homenagem a Gídeo Véio, um ex-escravo fugido de uma fazenda de gado em Santa Cruz – RN, que é considerado o fundador da comunidade Gameleira. 

https://www.instagram.com/museugideoveio/?hl=pt

A Cooperativa de Trabalho dos Empreendedores Sociais da Região Norte tem um histórico de atuação no Território Indígena que antecede a formalização da entidade como pessoa jurídica, antes um grupo de pessoas de movimentos sociais da cidade, do campo, das águas e das florestas que tinha uma atuação efetiva na região, trabalhando eixos de educação popular, pesquisas, cultura, resgate de memórias, agricultura familiar, entre outros. Assim, iniciamos as ações do Ponto de Memória do Território Indígena Karajá Ixybiòwa no ano de 2020, dentre as atividades podemos destacar a pesquisa que deu origem ao livro paradidático que versa sobre as manifestações culturais do Povo Karajá Ixybiòwa, publicado posteriormente no ano de 2022, para o ano de 2021 ainda com muitas marcas da pandemia do covid19, realizamos no mês de dezembro uma oficina sobre a Lingua Martena Iny-Rubé, para 2022 seguimos com atividades regulares, tais como: oficina de ornamentos corporais, oficina de pintura corporal, campeonato de esportes tradicionais, contação de histórias culturais, mostra de comidas tradicionais, Festa da Tartaruga e oficina de canto e dança. Para o ano de 2023, temos concretizados a roda de leitura coletiva, Festa do dia dos Povos Indígenas e a oficina de artesanatos, seguida de um planejamento que contempla mais 03 ações para o ano vigente. Além das atividades realizadas pelo Ponto de Memória até aqui descritas, a entidade pode destacar ações nas cidades e em outros territórios indígenas, a exemplo do Concurso de Literatura Infantil na cidade de Pau -D'arco no Tocantins (2021), Formação de Professores Indígenas no Território Indígena Mãe Maria no Estado do Pará (2022), Feira de Ciência, Cultura e Meio Ambiente em parceria com a Escola Indígena Tokurykti na T.I Mãe Maria - PA (2023), dentre outros.

Cooperativa de Trabalho dos Empreendedores Sociais da Região Norte

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares foi implantado em 2007, em um platô (área plana) do alto da Serra da Barriga. O local, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1985, recria o ambiente da República dos Palmares – o maior, mais duradouro e mais organizado quilombo já implantado nas Américas.

https://www.gov.br/palmares/pt-br/departamentos/protecao-preservacao-e-articulacao/serra-da-barriga-1/parque-memorial-quilombo-dos-palmares

Ilé Iyá Omi Àse Iyamasé, conhecido popularmente como Gantois foi fundado em 1849, pela africana Maria Júlia da Conceição Nazareth, constituindo-se num espaço sagrado de longa expressão religiosa e notável santuário que mantém os costumes e os legados milenares dos povos Iorubá (Abeokutá), preservando o culto aos Orixás, seguindo uma tradição matriarcal com base na estrutura familiar de manutenção dos laços parentais, onde as dirigentes são sempre do sexo feminino obedecendo aos critérios de hereditariedade e consanguineidade. Tradicional e centenário candomblé da Bahia é oriundo do Ilé Asé Airá Intilè (Candomblé da Barroquinha). O nome Gantois deve-se ao antigo proprietário do terreno, o traficante de escravos belga Édouard Gantois, que arrendou as terras a Maria Júlia da Conceição Nazareth, a fundadora do candomblé do Alto do Gantois. O espaço numa área alta, cercada por um bosque de difícil acesso, protegia o local da perseguição policial existente à época.

Home

O RIO MEMÓRIAS é um museu virtual dedicado a resgatar, valorizar e divulgar a história e a cultura da cidade do Rio de Janeiro e de seus habitantes. Nosso propósito é despertar um novo olhar sobre a cidade, engajando o carioca na preservação de seu patrimônio material e imaterial. Acreditamos no poder transformador da memória e da cultura, e buscamos democratizar o acesso à informação, fomentando a construção e a valorização de narrativas diversas.

O museu virtual é composto por galerias temáticas, salas e memórias, cada galeria com um curador responsável. Além do site, realizamos atividades virtuais e presenciais, como passeios pedagógicos, oficinas nas escolas e exposições. Através de parcerias e projetos como “Aqui Tem Memória”, que instala placas com códigos QR em lugares históricos do Rio, buscamos expandir o alcance de nossas ações e fortalecer a conexão entre a cidade e suas memórias.

www.riomemorias.com.br / insta, fb e youtube: @riomemorias

Idealizada por Conceição Evaristo e situada na histórica região da Pequena África, no Rio de Janeiro, a Casa Escrevivência nasce do compromisso com a preservação, valorização e difusão da literatura e da memória negra no Brasil. Fundada em 2023, a Casa é fruto da percepção da urgência em cuidar de acervos literários e intelectuais negros que, historicamente, têm sido marginalizados pelas instituições oficiais. Com foco na trajetória e legado de Conceição Evaristo, o projeto visa consolidar a Casa como um centro de referência para a memória negra e o patrimônio cultural no país.

https://www.instagram.com/casaescrevivenciaoficial

Somos uma organização de base feminina e comunitária que atua com povos e comunidades tradicionais dos Gerais, nas relações entre cultura, natureza e infâncias, possibilitando um espaço de maravilhamento e alegria na valorização dos territórios de vida.

Criada em 2007 pelo desejo de professoras da rede municipal, moradores e moradoras de comunidades tradicionais do município de Chapada Gaúcha desejosas de um espaço aberto de cultura, nossa organização é fruto dos encontros e brincadeiras do Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas.

Atuamos para ser espaço de cultura referência para as infâncias e comunidades do território do Grande Sertão com oferta permanente e continuada de atividades educativas, de promoção e criação cultural e artística, preservando as relações indissociáveis com a natureza e o bem viver.

Nossas ações buscam reconhecer a potência de iniciativas, grupos e organizações culturais e socioambientais de base comunitária, fortalecendo redes de comunicação, de TBC (turismo de base comunitária), de cultura e outras, nos territórios do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu.

www.rosaesertao.org.br

A Comunidade Quilombola do Cumbe está situada no município do Aracati, litoral leste do Ceará, e foi certificada pela Fundação Cultural Palmares em dezembro de 2014. De maioria negra/quilombola, a comunidade é composta de 168 famílias, destas 100 se autodefinem como quilombolas, formada na sua maior parte, por pescadores/as quilombolas do mangue, agricultores/as, artesãos/ãs e demais ofícios, onde tem na relação com seu território tradicional (manguezais, carnaubais, dunas, gamboas, rio e o mar) seu principal meio de vida.

www.quilombodocumbe.wixsite.com/quilombodocumbe

No decorrer dos estudos no curso de Etnodesenvolvimento, a acadêmica Maria Luciene dos Santos realizou quatro anos de estudos na comunidade Quilombola de Bairro Alto, local de sua residência, e a partir de diversas observações, estudos, pesquisas e discussões no coletivo, foram identificadas algumas problemáticas da comunidade discutidas junto aos comunitário sobre o que poderia ser feito para resistir ao culturicídio no quilombo de Bairro Alto. A ideia foi de garantir que os saberes e conhecimentos do quilombo fiquem registrados para que as futuras gerações. Mas, não apenas registrar, pois precisavamos produzir, criar e construir conhecimentos no terreno da escola através de nossa cultura. Portanto, é importante considerar que as memórias e narrativas do mestre Zampa e de outros pioneiros, pioneiras, mestras e mestres sejam valorizados, compartilhados e fortalecidos para que esses conhecimentos e práticas não sejam esquecidos ou silenciados. Nas palavras de Maria Luciene dos Santos (pesquisadora): "Fazer o registro das narrativas e memórias do meu pai foi um desafio, porém, com a ajuda da comunidade, sob a orientação do prof. Reinaldo Marchesi, realizamos um trabalho coletivo. Desta forma surgiu a ideia da implantação do Espaço Cultural Mestre Zampa, que foi construido, e servirá de apoio aos comunitários, seja para exposições de confecções de artesanatos, utensílios utilizados no cotidiano dos moradores, trabalhos acadêmicos, e também desenvolver e incentivar a cultura do boi Bumbá, do carimbó, quadrilhas juninas, ladainhas entre outras atividades". A ideia é também promover o território ancestral como um espaço museológico, que permita uma visão de educação patrimonial que valorize os saberes/fazeres tradicionais para que as futuras gerações fortaleçam a cultura de resistência quilombola. PESQUISAS E REGISTROS - ACERVO DOCUMENTAL, ICONOGRÁFICO E AUDIOVISUAL SOBRE A VIDA E A OBRA DO MESTRE ZAMPA: 1) Histórico da Comunidade Quilombola de Bairro Alto; 2) Criação do Quilombo de Bairro Alto; 3) Famílias Pioneiras do Quilombo; 4) Mudanças e Transformações no Quilombo; 5) Atividades Econômicas e Cultura Alimentar na Comunidade; 6) Homenagem aos Mestres de Carimbó no Quilombo de Bairro Alto; 7) Zeferino Gonçalves dos Santos: vida e obra do Mestre Zampa; Composição Familiar do Mestre Zampa, trajetória escolar, casamento, filhos, netos e bisnetos; Formação do Grupo Unidos do Marajó; Mestre Zampa e o Boi Bumbá; 8) Músicas, rezas e ladainhas; 9) Atividades e ofícios na comunidade. Nesse sentido, no histórico das atividades, no decorrer das pesquisas para a construção deste trabalho, foram realizados diálogos com professores e professoras da EMEIF Quilombola de Bairro Alto, levando a proposta de considerar o espaço da cultura quilombola local no currículo e no Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, para se trabalhar com estudantes do primeiro ao quinto ano. Após ouvirem proposta do coletivo, o gestor e os professores da referida escola informaram que o currículo da escola é construído pela Secretaria Municipal de Educação, a qual repassa os conteúdos a serem ensinados na escola, sem considerar a autonomia pedagógica, visto que o organizador curricular é igual para todas as escolas do município, tanto do espaço urbano, como do espaço rural, quilombola e não quilombola. Diante de tal situação, ficou explicado que "cabe a cada professor adaptar os conteúdos de acordo com a realidade dos alunos", porém vemos que a escola trabalha apenas as datas comemorativas, como por exemplo, Dia da Consciência Negra, só no mês de novembro, ou próximo do dia 20, e assim por diante, pois se não seguirem o currículo vindo da secretaria, são chamados a darem explicações, sobre o motivo de não seguirem o cronograma da SEMED. Foi indagado o fato de nunca terem convidado o mestre Zampa para uma roda de conversa com os alunos, ou trabalhar um pouco das práticas do mestre ou de outras pessoas da comunidade. A resposta que obtivemos foi que em alguns momentos tentam, mas também não podem fugir totalmente do cronograma da SEMED. Após esses diálogo iniciais, a direção da instituição de ensino teve a iniciativa de reunir com a comunidade com a proposta de inserir no PPP a cultura quilombola local em destaque os saberes do Mestre Zampa. Mas para que isso acontecesse, era preciso as orientações dos técnicos da secretaria de educação tanto da Escola Polo (Benedito Thomaz Carneiro) quanto da SEMED para a construção do PPP. Nesse sentido, nos propusemos a trabalhar a cultura afro-brasileira na escola para dar visibilidade aos conhecimentos e às práticas desenvolvidas no quilombo, como forma de as crianças estudarem suas próprias realidades, fazendo reflexões críticas sobre o antes, durante e depois de nossas comunidades, da questão ambiental, da água, do alimento, dos racismos, da educação, da comunicação e dos direitos humanos, direitos da natureza e direitos dos animais, de diversos assuntos transversais. No propusemos a construir uma formação para valorizar a nossa identidade quilombola, assim, incentivando também a formação de futuros mestres e mestras da cultura popular. Sobre os trabalhos sobre da Casa de Cultura Mestre Zampa pararam pelo motivo de doenças e perdas de entes: primeiramente a mãe de Maria Luciene adoeceu e logo depois veio a óbito; em seguida ela própria ficou muito doente e; por último, o Mestre Zampa foi diagnosticado com problemas renais crônicos, passando a morar em Icoaraci, local onde fez a sua passagem em 22 de dezembro de 2022, nos deixando o seu legado. Diante das dificuldades expostas, Maria Luciene comentou: "Foi um desafio escrever algumas dessas memórias de meu pai, sobremaneira por vê-lo no leito de hospital em tratamento. O mestre fez a sua passagem e hoje, nós filhos, irmãos, netos, bisnetos, tataranetos, sobrinhos, primos e amigos, estamos com a missão de continuar tudo que o Mestre construiu dedicando 63 anos de sua vida ao Boi Bumbá entre outras atividades". Por fim, esperamos que nosso histórico de atuação na comunidade se fortaleça com o apoio de recursos que nos ajudem a organizar e ampliar o nosso projeto de Ponto de Memória.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/mestre-zampa-cultura-memoria-e-resistencia-quilombola

O Espaço de Memória é uma exposição permanente da Biblioteca Comunitária Tamboril que funciona como um lugar de formação de acervo referente à memória coletiva do povo barranqueiro, especificamente das comunidades de Pirapora e Buritizeiro. Reunimos neste espaço parte da memória e os saberes dos operários, vapozeiros, professores, marceneiros, artesãos, foliões, das lavadeiras, costureiras, e tantos outros que não constam nas narrativas oficiais, mas que ergueram sobre os braços o sustento e a identidade local. A teia urdida com os fios das memórias individuais forma a memória coletiva, de pessoas habitam um território específico, e essa memória é o que sustenta a identidade da coletividade. Por esse motivo, criamos o “Espaço de Memória” como uma experiência barranqueira de museologia social que se configura como plataforma para reunir e apresentar as lembranças que nos constituem. O Espaço de Memória é nossa maneira de reafirmar que a memória é também um direito. Contar a própria história é um direito. A partir de rodas de conversa com a comunidade, selecionamos objetos, cenários, relatos orais, fotografias que fizeram e fazem parte de uma história coletiva, dos costumes e da vida dos ribeirinhos que construíram as cidades barranqueiras-sertanejas de Pirapora e Buritizeiro.

www.clubeliterariotamboril.com/espaco-memoria

O Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA) é o único museu trans do Brasil e um dos únicos do mundo. O museu foi desenhado como uma obra artística e como um conjunto de tecnologias transformacionais, ou seja, continuamente em transformação, para preservação, pesquisa, fruição e produção de acervos e arquivos para memória, produção de dados e empregabilidade cultural da população corpo e gênero variante brasileira, no país que mais a extermina.

www.mutha.com.br

O Grupo de Trabalho Memorial DOI-Codi é um coletivo que reúne universidades (como Unicamp), instituições de memória (como o Memorial da Resistência e o Núcleo de Preservação da Memória Política), o Ministério Público e a sociedade civil para transformar o antigo prédio do DOI-Codi/SP em um memorial que preserva a memória da ditadura militar brasileira. Desde 2018, o grupo realiza pesquisas, coleta testemunhos e investiga documentos, além de defender a criação de um memorial físico e virtual, para resguardar a materialidade do local e criar uma plataforma com resultados das pesquisas.

www.instagram.com/arqueodoicodisp

O Memorial Mãe Biu completou em 2022, 20 anos de atuação. Nossa sala de visitação, onde os interessados, podem ver a História do Povo Xambá, os principais líderes sociais, políticos e religiosos, as práticas do Povo Xambá, além de livros e trabalhos acadêmicos. O Memorial Mãe Biu também se faz presente em atividades culturais nas escolas, faculdades e universidades.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/memorial-severina-paraiso-da-silva-mae-biu

O Fórum foi criado ano de 2018 no I Encontro de Ecomuseu, Pontos de Memória e Cultura e Museus Rurais da Amazônia durante a 16a Semana Nacional de Museus. atualmente, é um Ponto de Memória e de Cultura. Atua com fortalecimento dos Museus de Base Comunitária na Amazônia. Tem em torno de 15 membros efetivos que formam o comitê gestor de vários museus e iniciativas culturais do Pará. Tem também uma rede de discussão de mais de 80 pessoas da região Amazônica.

www./visite.museus.gov.br/instituicoes/ponto-de-memoria-forum-de-museus-de-base-comunitaria-e-praticas-socioculturais-da-amazoniapffma

O Ponto de Memória Tremembé, fundado em 1999, foi agregado ao Instituto do Museu Indígena Tremembé (IMIT) , por intermédio de seus Dirigentes PARTICIPOU DAS 13 EDIÇÕES DO ENCONTRO DOS POVOS MAR que reune anualmente para apresentações, mesas redondas, palestras, exposição de documentos, resgate da memória de todas as comunidades do litoral cearense e O IMIT é o idealizador das 6 EDIÇÕES DO ENCONTRO HERANÇA NATIVA que reune as 15 etnias indígenas do estado Ceará para troca de experiências culturais em especial a oralidade. Teve destacada atuação na Comissão Cearense de Folclore em palestras, colóquios, seminários, encontros de culturas populares, e atividades promovidas pela Universidade Federal do Ceará. Instituto do Museu Indígena Tremembé (IMIT) tem como dirigentes O Mestre Francisco Marques do Nascimento (Cacique João Venãncio ) e 0 Mestre Luis Manuel do Nacimento (Pajé Luis Caboclo) Mestres da Cultura reconhecidos pela UNESCO como Mestres do Mundo. O Instituto do Museu Indígena Tremembé (IMIT) do qual faz parte o Ponto de Memória Tremembé foi a instituição vencedora do Premio Rodrigo de Melo Franco de Andrade edição 2018 outorgado pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. o Ponto de Memória Tremembé desenvolve desde 2016 a Caravana do Museu Indígena Tremembé que consiste em visitar as aldeias das 15 etnias indígenas fazendo o resgate da cultura indígena em seus diversos seguimentos. A carava se deslocou durante todo ano, chegando a cada aldeia indígena para contribuir com o fortalecimento da memória indígena a qual possibilitou reunir elementos capazes de demonstrar a diversidade cultural indígena ainda por ser explorada.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/imit

Desde os anos 90, o Centro Cultural Quilombo do Catucá, localizado no município de Camaragibe-PE, consiste em um espaço de memória e busca de preservação e formas de valorização da cultura afro-indigena,combate ao racismo, LGBTFobia,Machismo e as mais variadas formas de opressão .Por meio da Sambada do Catucá ,um dos eventos promovidos pelo espaço busca-se por meio de atividades de arte, música, dança e cidadania promover encontros de grupos e comunidades culturais do estado, e por meio desta prática trabalhar sobre o aspecto da educação popular, formação e valorização de ações culturais para a população negra e outros em situação de vulnerabilidade social, assim como contribuir para o desenvolvimento social como parte da agenda estadual de ações políticas culturais e ambientais.
O ponto de Memória possui acervos, tanto material, quanto imaterial. São acervos atravessados pelas tecnologias ancestrais e sociais. Materiais que fortalecem e resistem contra as estruturas racistas e coloniais. Acervos que potencializam vidas, signos e significados, através da música, poemas, documentos, fotografias, cinema, cultura cigana, instrumentos, vivências, giras espirituais e dentre outros. Dentre as atividades apresentadas destacamos as Sambadas de coco, manifestações culturais que têm como fundamento de aprendizagens as mestras, mestres e brincantes da cultura popular. Nesse sentido os instrumentos envolvidos como: ganzá, pandeiro, bombo, maraca e até mesmo as palmas das mãos são sons e ritmos que fortalecem os ancestrais na busca e promoção da saúde mental, corporal e espiritual. O corpo é instrumento de reflexão, comunicação e desconstrução das labutas do cotidiano para as comunidades. O alimento como acarajé, bolo de macaxeira, macaxeira com galinha, feijoada e dentre outros são fontes nutricionais que não só alimentam o corpo, mas a espiritualidade do Ser. As produções científicas da negritude das diversas linguagens são fontes de informações e empoderamentos das memórias que podem auxiliar nossos futuros ancestrais, de cunho comunitário.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/centro-cultural-quilombo-do-catuca-ile-ase-alaketu-oya-togun

Fundada em 1989, a Associação de Mulheres de Itamatatiua teve sua origem na união das mulheres no então chamado clube de mães. Na época, as mulheres começaram a discutir assuntos pertinentes à vida em comunidade e organizaram a produção cerâmica, ofício existente em Itamatatiua desde sua fundação. As características dessa união denotam o caráter da associação, que além de fortalecer a produção artesanal, gerando trabalho e renda para as 12 artesãs associadas e suas famílias, é central para a organização política da comunidade e manutenção das heranças culturais ancestrais. Em meados dos anos 90, foi construído o Centro de Produção Cerâmica, localizado no coração do sítio. Integrados no mesmo prédio funciona uma escola de cerâmica e loja para comercialização das peças.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/associacao-de-mulheres-de-itamatatiua

O Centro de Trabalho Indigenista (CTI) firmou, em dezembro último, uma parceria com a Secretaria de Cultura do Distrito Federal para atuar no projeto Preservação e Dinamização do Memorial dos Povos Indígenas (MPI), conforme foi aprovado em Chamamento Público. O núcleo central de seu acervo foi doado, em 1995, ao Governo do Distrito Federal. Com cerca de 380 obras, a coleção histórica foi reunida entre as décadas de 1940 e 1980 por Berta G. Ribeiro e Darcy Ribeiro, Eduardo Galvão, Orlando Villas-Boas e outros, contando ainda com peças adquiridas posteriormente. Projetado por Oscar Niemeyer, o MPI foi construído em 1987 e tombado em âmbito federal e distrital, como parte do Conjunto Urbanístico do Plano Piloto de Brasília e das obras de Niemeyer.

O projeto de Preservação e Dinamização do MPI tem como objetivo geral reafirmar a missão do Memorial, fortalecendo a promoção, o reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural indígena e buscando realçar o protagonismo dos povos indígenas no exercício de seus direitos e nos processos de conformação dos tecidos socioculturais no Brasil.

O Centro de Trabalho Indigenista (CTI) é uma associação sem fins lucrativos fundada em 1979 e constituída por indigenistas experientes e comprometidos com o futuro dos povos indígenas. Com o intuito de apoiar o reconhecimento de seus territórios e formas de organização política, a instituição articula diferentes linhas de atuação, que incluem gestão territorial e ambiental, alternativas econômicas sustentáveis, educação escolar indígena, afirmação étnica e valorização cultural, investindo também em atividades de formação sobre direitos, políticas e legislações relacionadas.

No âmbito deste projeto, o CTI visa consolidar o Memorial como um espaço de referência na promoção, no reconhecimento e na valorização das identidades dos diversos povos indígenas no Brasil. Por meio da realização de eventos que envolvem arte e educação, o projeto evidencia narrativas e expressões das culturas materiais e imateriais indígenas, ressaltando a importância da interculturalidade na compreensão da sociedade brasileira, destacando o combate a premissas coloniais, preconceituosas, opressoras, assistencialistas ou assimilacionistas nas relações com os povos indígenas no Brasil.

www.trabalhoindigenista.org.br/o-cti/programas/preservacao-e-dinamizacao-do-memorial-dos-povos-indigenas

A Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maracanã é um projeto e movimento social indígena localizado no Rio de Janeiro, no terreno do antigo Museu do Índio. O seu objetivo é a criação de uma universidade gerida e administrada por indígenas de diversas etnias para o fortalecimento da sua identidade cultural e a transmissão de conhecimentos ancestrais. A iniciativa representa um espaço de resistência, formação e acolhimento, que busca valorizar o protagonismo indígena e fortalecer redes de proteção.

www.instagram.com/tekohawmarakana

O Centro de Memória do Cacique de Ramos é um núcleo de referência e centro de documentação responsável pela preservação e difusão da memória institucional e comunitária do Grêmio Recreativo Cacique de Ramos. A agremiação é uma entidade recreativa fundada em 20 de janeiro de 1961, em permanente atuação como bloco de embalo e espaço de rodas de samba. O bloco é referência do carnaval de rua, com sua identidade foliã híbrida, seus desfiles vibrantes e um repertório especialmente constituído para os seus cortejos. O Cacique ocupa sede permanente no bairro de Olaria, e este espaço abrigou, a partir da década de 1970, rodas de sambas que se transformaram em local privilegiado de interação musical e comunitária. Seus pagodes ajudaram a florescer toda uma geração de compositores, intérpretes e músicos do samba carioca, e a notabilizar uma nova instrumentação - o tantã, o repique de mão e o banjo. Atualmente, mantém agenda semanal e gratuita de rodas de samba e oficinas de percussão.

O Centro de Memória ocupa espaço na sede do Cacique de Ramos onde são desenvolvidas as atividades de guarda e processamento técnico do acervo, atendimento a usuários e gravação de entrevistas. Atua nas seguintes áreas: formação, organização e disponibilização do acervo documental; pesquisa sócio-histórica e produção de referências; difusão cultural e educacional. Realiza atendimento remoto e presencial a pesquisadores, realizadores e interessados de modo geral no Cacique de Ramos. Da mesma forma, é o setor da agremiação responsável pelo assessoramento à presidência e diretoria nos assuntos pertinentes à cultura e memória. Possui redes sociais nas quais são difundidas, por meio de textos e imagens, notícias sobre o trabalho desenvolvido e conteúdo original.

www.gov.br/conarq/pt-br/servicos-1/consulta-as-entidades-custodiadoras-de-acervos-arquivisticos-cadastradas/entidades-custodiadoras-no-estado-do-rio-de-janeiro/centro-de-memoria-do-cacique-de-ramos

A Casa de Cultura Ilê Asé D'Osoguiã – CCIAO foi fundada em 20 de Janeiro de 2007, como instrumento de fortalecimento da diminuição das desigualdades sociais entre brancos e negros, como representantes de Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana no Brasil, desde 25/05/1998, realizamos projetos e ações com atividades integralizadas e articuladas, visando o respeito a diversidade cultural e a cosmogonia africana.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/casa-de-cultura-ile-ase-dosoguia-cciao

Inaugurado pelo Grupo Dignidade no dia 14 de dezembro de 2007, o Centro de Documentação Profº Dr. Luiz Mott (Cedoc LGBTI+) guarda um dos maiores e mais relevantes acervos brasileiros sobre a temática LGBTI+ nos mais variados suportes: livros, jornais, revistas, produções acadêmicas (artigos, trabalhos de conclusão de curso, teses e dissertações), CD’s, DVD’s, fotografias, folhetos, cartazes e grande quantidade de documentos dos grupos, dos projetos e do movimento LGBTI+. Além da temática LGBTI+, com materiais nacionais e internacionais, o acervo também abrange temas correlatos como educação, direitos humanos, saúde, prevenção às IST’s/ Hiv/ Aids, etc. reunidos desde a fundação do Grupo Dignidade em 1992. 

www.cedoc.grupodignidade.org.br

A Associação, nos ultimos três anos, vem desenvolvendo de forma eficaz ações para o desenvolvimento da comunidade, ao quais nos referencia a pontos de memorias, assim como tambem os de nossas ancestralidades, diante de tal, o projeto “ Ponto de memória: Preta Isolina Dos Reis, minhas Memórias, contam, cantam e encantam, é uma iniciativa da associação Remanescente oxalá de Bujaru-ARQUIOB, foi elaborado conjuntamente com as entidades organizadas que discutem os problemas enfrentados na comunidade. Por isso que as ações aqui propostas estão aqui estão voltadas para as ações aqui propostas estão voltadas para a garantia de resgatar na comunidade seus valores culturais, sabendo que muitos deles foram perdidos ao longo do tempo. Os pontos de memorias são de grande importância, pautadas na gestão participativa e no vinculo com a comunidade e seu território, assim temos vários pontos aos quais precisamos mante- los, na área da educação temos o projeto “Afrobetizando” ao qual foi premiado nacionalmente pelo CEERT ( Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdade”, com ele, além de muitas ações desenvolvidas, o mesmo vem trabalhando educação antirracista e a aplicabilidade da lei 10.639/03, com o objetivo de resgatar, a cultura e identidade de seu povo, tivemos a criação de um grupo de crianças apresentando danças afro com o nome “Perolas Afro”, ainda na educação tivemos a premiação de duas alunas que participaram da seleção na Escola Nacional de Formação Meninas Quilombolas CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombola), hoje fazem estudos específicos na área quilombola, temos na arte da cultura artesãs que trabalham na construção de artesanatos, biojoias,..., temos o grupo de dança de mulheres da comunidade com o nome de “AYÔ”, na culinária temos o Kyosk ao qual trabalham com culinárias afro, ambos as áreas, foram contemplados com os projetos da lei Aldir Blanc e Preamar, ao qual foi realizado no ano de 2019 a 2022.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/associacao-da-comunidades-remanescentes-de-quilombolas-oxala-de-bujaru-para

O CPDOC Guaianás é organizado por um coletivo de pesquisadores periféricos que envolve cientistas sociais, historiadores, fotógrafo, museólogo, entre outros, e tem como missão pesquisar, assessorar e promover meios de preservação e salvaguarda dos patrimônios materiais e imateriais, bem como registrar, evidenciar e difundir as memórias e narrativas históricas, sociais e culturais de trabalhadoras e trabalhadores, de tal modo que possam se reconhecer enquanto sujeitos históricos, apropriando-se dos processos de transformação e construção de seus territórios.

www.cpdocguaianas.com.br

O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN) foi criado em 13 de maio de 2005, com a missão de pesquisar, estudar, investigar e preservar o patrimônio material e imaterial africano e afro-brasileiro, cuja conservação e proteção seja de interesse público, com ênfase ao sítio histórico e arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos, sobretudo com a finalidade de valorizar a memória e identidade cultural brasileira em Diáspora. As ações continuadas de investigações arqueológicas e pesquisas, manutenção do acervo e atividades educativas realizadas pelo IPN, geram conhecimento que promovem a reflexão sobre a escravidão e suas seqüelas para os princípios de igualdade racial no Brasil.

www.pretosnovos.com.br

O Museu do Ipiranga é a sede do Museu Paulista na cidade de São Paulo, um museu especializado em história e cultura material e que integra a Universidade de São Paulo. É o museu público mais antigo do estado de São Paulo.

www.museudoipiranga.org.br

Com menos de 2 anos de existência, o Instituto Tebas de Educação e Cultura é resultado de duas mobilizações socioculturais iniciadas no primeiro semestre de 2018: o reconhecimento, pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP), do negro Joaquim Pinto de Oliveira Tebas (1721-1811), e as escavações arqueológicas que encontraram nove ossadas do século XVIII no bairro paulistano da Liberdade, dando início ao Movimento pela Valorização do Sítio Arqueológico Cemitério dos Aflitos.

Em 2020, no dia 28 de setembro – dia da promulgação das leis do Ventre Livre, em 1871, e dos Sexagenários, em 1885 – 35 pessoas participaram da Assembleia de Fundação da entidade, que desde então se apresenta não só como observadora crítica da atuação dos órgãos de proteção do patrimônio, mas também como fornecedora de conteúdo formativo sobre a memória dos povos originários do Brasil e de África.

www.institutotebas.org.br

O MUHCAB é um museu de território – situado na Pequena África, tendo como marco zero o Cais do Valongo, Patrimônio Mundial. O museu pretende contar a história da região que testemunhou o maior desembarque de africanos escravizados no mundo, de importantes marcos de afirmação negra no Brasil e do desenvolvimento da cultura afro-brasileira, bem como debater conceitos que emanam desta narrativa e a situação do negro no Brasil hoje.

www.rio.rj.gov.br/web/muhcab

O Instituto Kaingáng – INKA, é uma organização indígena sediada na Terra Indígena Serrinha, localizada no município de Ronda Alta, norte do Estado do Rio Grande do Sul, fundada em 2002, cuja missão é o fortalecimento, valorização, revitalização e conservação da cultura Kaingáng, com gestão realizada exclusivamente por mulheres Kaingáng. Em 2005, nasce o Ponto.

www./institutokaingang.org.br

 

O Memorial Mãe Menininha do Gantois foi criado em 1992, e reúne mais de 500 peças referentes à história, objetos rituais, e pessoais, de uma das maiores lideranças da religiosidade de matriz africana na Bahia. Ele está integrado ao espaço sagrado do terreiro.

Considerado primeiro espaço museal dessa categoria, e de personalidade única da religiosidade, o Memorial faz jus à figura legendária e visionária de Mãe Menininha, que sempre teve uma perspectiva de preservação do patrimônio imaterial, com seus ritos e idiossincrasias, assim como do aspecto material, deixando um acervo rico em peças civis e religiosas, num estilo característico de coleção aberta, dividida em três núcleos expositivos: o espaço da mulher, Maria Escolástica; o espaço da sacerdotisa, Mãe Menininha, e a ambientação do seu aposento.

Visitar o Memorial é conhecer a própria história do candomblé na cidade de Salvador, a presença marcante dos africanos e dos seus descendentes na formação da cultura da Bahia, através do contato com os aspectos da vida e da trajetória religiosa de Mãe Menininha a partir do seu acervo.

Memorial | Terreiro do Gantois

A Associação Afro Cultural Casa do Mensageiro Terreiro Ilê Asé Ojisé Olodumare (AFROCAM), além de realizar a sua fundamentação religiosa, junto a comunidade do axé também desenvolve trabalho cultural com grupos de turistas, indígenas e pessoas de outras comunidades. Durante as visitas monitoradas são realizadas vivências, workshops e bate-papos sobre a cultura étnica, tendo como ferramenta pedagógica as danças, cantos e a culinária, que permeiam as tradições das religiões de matrizes africanas e afrobrasileiras. Como histórico de atividades podemos destacar: a criação do Museu Afro?Brasileiro Pai Procópio de Ogunjá (MAPPO) que foi criado, concebido, construído e inaugurado no dia 07 de novembro de 2020 com intuito de salvaguardar as memórias das tradições que fundamentam as matrizes, o culto religioso e a cultura afro no Brasil; o 1º Seminário entre os Rios de Osun, que ocorreu em 2018, e teve como objetivo consolidar um ambiente de troca entre saberes e práticas intelectuais produzidas dentro e fora da academia no espaço do terreiro; o ato em desagravo, promovido em parceria com a Secretaria de Promoção Racial do Estado da Bahia, no dia 21 de janeiro de 2019, dia Nacional de combate à intolerância religiosa; e a realização de palestras nas cidades de Belém, Boa Vista e Vitória da Conquista em 2019 e 2020 tendo como tema a Cosmogonia de Exu na África e na Diáspora, analisando o acervo de esculturas relacionadas ao orixá Exu, que hoje compõe o acervo do MAPPO; o O evento intitulado Dia Cultural Casa do Mensageiro teve sua primeira edição realizada no dia 20 de novembro de 2021, o evento, que faz parte do ciclo de comemorações do Novembro Negro, consolida-se como uma ação fixa do calendário da AFROCAM e do MAPPO, trazendo sempre relevantes e atuais temáticas que dialoguem com a realidade da população negra no Brasil, promovendo atividades de valorização étnico-cultural como oficinas de: Dança Afro; Botânica afro diaspórica; Turbantes; Culinária de Terreiro; palestras temáticas; exposições visuas de arte e fotografia; oficinas de capactacao; apresentação teatral; feira empreendedora e diálogos interseccionas. O evento, Dia Cultural, terá sua terceira edição no ano de 2023. Desenvolve-se também, como atividade da AFROCAM, o Encontro de Mulheres Mensageiras que é um evento que ocorre exclusivamente com mulheres, com rodas de conversa, onde se tem o objetivo de discutir as relações de raça e gênero pautados na construção do ser social e sua sociabilidade. Além disso temos uma construção literária comunitária que rendeu a produção e distribuição dos livros Caos Elos e Recomeços: O Amor ao Orixá, que foi escrito e produzido por todos os membros da comunidade; o livro Um menino na Bahia: em busca de Pai Procópio de Ogunjá, que conta a história do nosso ancestral Pai Procópio, que em 1920 processou o Estado da Bahia em busca da liberdade de culto religioso; e o livro Mil e uma faces de Esu livro comemorativo que ajuda a desmistificar o orixá Exu e trazer elementos filosóficos e iconológicos do culto a esse orixá. As rodas de conversa com a população que reside na comunidade de Barra do Pojuca junto a distribuição de cestas básicas e utensílios essenciais para pescadores regionais e população em vulnerabilidade social que reside no entorno da comunidade, também faz parte da gama de ações importantes que desenvolvemos, buscando maior interação e conhecimento da comunidade que nos cerca.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/associacao-afro-brasileira-casa-do-mensageiro-terreiro-ile-axe-ojise-olodumare-afrocam-2

Organização de uma comunidade centenária, reconhecida oficialmente como comunidade remanescente de quilombo, chamado Mumbuca, localizado a aproximadamente 30 quilômetros da cidade de Mateiros, no Parque Estadual do Jalapão, estado do Tocantins. Instalada em uma área de difícil acesso, desde os seus primeiros habitantes desenvolveram uma tradição com o capim dourado, planta comum na região, que tem um brilho semelhante a ouro, utilizada para a produção de artesanato, símbolo da cultura da comunidade e do Estado. Um povo que aprendeu com seus antepassados a lidar com o capim dourado, transmitir conhecimentos e habilidades acerca da planta para os seus descendentes, estabelecendo assim uma tradição de manter junto com a sua a história do capim dourado. Esta união já dura mais de um século, e, mesmo assim, a tradição dos primeiros moradores continua preservada, demonstrando assim que a endogeneização é a principal ferramenta de desenvolvimento na construção do espaço e do território do Povoado Mumbuca.

www.instagram.com/quilombomumbuca/?igshid=NTc4MTIwNjQ2YQ%3D%3D

O Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento Digital da Rede Mocambos tem como objetivos:

Estruturar a rede digital para intercâmbio entre as comunidades, fazendo uso de tecnologias (hardware e software) livres para a produção e circulação de recursos digitais abertos.
Formar novos desenvolvedores para a construção da arquitetura do sistema.
O Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento Digital (NPDD) da Rede Mocambos ao longo de quase 20 anos é promotor da estratégia de implantação dos Territórios Digitais Livres (TDLs) com o desenvolvimento de diferentes sites web, mapas, wiki, rádios web, produção de vídeos e gravações radiofônicas. O NPDD também coordena o desenvolvimento de software livre e é responsável pela criação da rede de acervos comunitários Baobáxia (BBX). O Baobáxia é uma tecnologia que nasce para criar e conectar acervos digitais mesmo em lugares sem internet já que foi pensado para funcionar com instalação local em computadores chamados mucuas que disponibilizam o sistema como sites locais/intranets. O Baobáxia interliga hoje uma rede de cerca de 50 acervos comunitários.

Nos últimos anos o NPDD fortaleceu a estratégia de implantação do TDLs apoiar a criação e melhoria de infraestruturas de comunicação junto com algumas comunidades da Rede Mocambos. Entre as ações principais do NPDD lembramos:

criação de novas mucuas e acervos da rede Baobáxia (Abanize, Lelia, LuizaMahin, Mjz, Nina, Oya);
desenvolvimento da nova versão do Baobáxia com novas funcionalidades e otimizado para uso em celulares;
apoio para o primeiro TDL Xavante com a criação do primeiro Data Center Comunitário Livre e Indígena na Aldeia Xavante Wede’Rã;
apoio para o TDL Tainã com ampliação e melhoria do Data Center Comunitário Livre da Casa de Cultura Tainã e migração do acervo de fitas DV para acervo digital;
apoio para o TDL Tainã com implementação do novo sistema da tv.taina.net.br com transmissão e gravação autônomo disponibilizado como ferramenta para uso publico e livre na Internet;
apoio para o TDL Tainã com implementação do sistema de videoconferencia meet.taina.net.br com transmissão e gravação autônoma disponibilizado como ferramenta para uso publico e livre na Internet;
realização das TecnoMacumbas, rodas online semanais sobre comunicação e tecnologia;
realização das MucuAções, oficinas de formação e troca de conhecimentos.

www.wiki.mocambos.net/index.php/NPDD

O Espaço de Cultura e Direitos Humanos João Candido Marinheiro é o grande articulador, juntamente com mais 12 organizações, da construção de um espaço público de memória de João Candido, que viveu e morreu na região e cuja família ainda vive, e sua transformação em Herói Estadual e Municipal. Seu busto, implantando por lei municipal, se encontra na praça em frente à organização. Além de desenvolver atividades em suas áreas de ação, o Espaço de Cultura e Direitos Humanos João Candido atua também na colaboração para o desenvolvimento institucional de outras organizações não governamentais, através de assessoria gratuita nas áreas administrativa, de captação e execução de projetos. Nessa linha de assessoria, tem atuado com organizações do próprio município, da Baixada Fluminense e da cidade do Rio de Janeiro que trabalham com a prestação de serviços de arte e cultura para suas comunidades, buscando fortalecer a rede de parceria das organizações que desenvolvem ações nesses campos. 2021, realizou o 9º Festival Cenáculo de Teatro, com o instituto Cultural Cerne, através de financiamento no total de R$150.000,00 da Secretaria de Estado de Cultura, pela Lei Aldir Blanc. Também é o espaço de rearticulação de 2 escolas de samba da região, tendo uma dela chegado a desfilar no grupo de Acesso B do carnaval carioca: a Independente da Praça da Bandeira.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/espaco-de-cultura-e-direitos-humanos-joao-candido-marinheiro

A ACOTEM possui um papel fundamental na preservação do patrimônio cultural material e imaterial não somente de sua identidade, saberes e práticas quilombolas, como de outras comunidades tradicionais, como a Comunidade Indígena da Serra das Andorinhas, pescadores e pescadoras de Itaipu, Mulheres Marisqueiras, Sitiantes e Ciganos da região, consubstanciando uma forte e importante rede de articulação e suporte para o enfrentamento de suas demandas, acionando lutas, particularmente localizadas nos direitos sociais e na cidadania cultural. Sem negar as transformações da “cultura moderna”, a ACOTEM vem se esforçando, junto aos parceiros, para ampliar suas ações no sentido de constituição de redes contemporâneas, abertas e flexíveis, transcendendo as noções estigmatizantes e folcloristas de Povos e Comunidades Tradicionais como coletivos originários e essencializados, estagnados no passado. Neste percurso, o sentido de tradição nas ações da ACOTEM compreende a cultura como processos de desenvolvimento individual e social, das constituições identitárias entre passado, presente e perspectivas de futuro, que envolvem transformações culturais e sociais em um mundo cada vez mais complexo. As ações culturais da ACOTEM, além da preservação do patrimônio material e imaterial para sentidos de identidade afro-brasileira, engajam-se na criação, exploração e difusão de ações culturais, na perspectiva da cidadania e fruição estético-cultural enquanto movimento de continuar existindo na constituição do povo brasileiro, e, para tanto, as ações culturais são modos de reconhecimento de si em coletivo quilombola, como luta e re-existência. Atividades: Samba da Comunidade; Feijoada da comunidade e samba de fé; Quilombo na Praça, com samba, rodas de capoeira, exposição e comercialização de artesanato e alimentos na Praça do Engenho do Mato; Encontro das Comunidades Tradicionais, reunindo diversas comunidades tradicionais de Niterói para debater suas ações culturais e estratégias de luta e resistência frente as ameaças de suas existências e identidades; Comemoração do dia da Consciência Negra, com atividades de Capoeira, Jongo, Hip-Hop, apresentação da Orquestra de Cordas da Grota, roda de samba e comercialização de artesanato e feijoada na Praça do Engenho do Mato; Oficinas de capoeira para adultos e crianças; Oficina de Percussão para jovens e adultos; Oficinas de artesanato para jovens e adultos; Feiras itinerantes de exposição e comercialização de artesanato tradicional e sustentável local; Fóruns e palestras sobre plantas medicinais, saberes tradicionais, e bandeiras e lutas de Povos e Comunidades Tradicionais; Roda do Engenho do Mato com Movimento Social local, juntando Cultura Quilombola e Cultura Hip-Hop. Encontro de Jongos; Produção de livros e documentários sobre a cultura afro-brasileira no Quilombo do Grotão.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/associacao-das-comunidades-tradicionais-do-engenho-do-mato-acotem/

O Museu Indígena Jenipapo-Kanindé (MIJK), inaugurado em 3 de Setembro de 2010, é um espaço de representação da cultura, costumes e crenças do povo indígena Jenipapo-Kanindé. Seu acervo é composto de narrativas, histórias e objetos que representam e contam a história de luta do povo. Sua construção se deu como iniciativa da Cacique Pequena em coletivo com a comunidade. A ação teve como apoiadores para sua construção o projeto Historiando os Jenipapo-Kanindé financiado pelo Instituto Terramar, com duração de um ano, entre 2009 e 2010, sendo os facilitadores João Paulo Vieira Neto e Alexandre Gomes. Além da construção expográfica do acervo, o projeto teve como intuito capacitar jovens e adultos da aldeia, tendo como assunto principal a museologia comunitária, patrimônio cultural, material e imaterial. O Museu Indígena é um espaço de transmissão do saber do povo Jenipapo-Kanindé, um lugar de fala e visibilidade, construído e idealizado pelos próprios indígenas. Atualmente o museu conta com a exposição permanente intitulada Memórias, lutas e encantos do povo Jenipapo-Kanindé, dividida em cinco módulos que descrevem as memórias de luta da comunidade, sendo Historia do povo Jenipapo-Kanindé, Guardiões da memória, Saberes e modos de fazer, Lugares de memória e Manifestações culturais. Cada módulo é representado por objetos e fotografias que respectivamente remetem às lembranças e memórias do povo Jenipapo-Kanindé. Mesmo com um prédio fixo, o povo Jenipapo-Kanindé considera que seu acervo é todo seu território.

www.povojenipapokaninde.com.br

A Comunidade de São Pedro vem lutando por seu reconhecimento de identidade Quilombola desde meados de 2005, sendo um dos primeiros movimentos a conseguir os processos de certificação Quilombola do município de Castanhal. Nesta luta vem cobrando e apresentando ao poder público o significado das novas organizações quilombolas e tem em suas ações levantada debates e espaço de formação das proposta de Educação Escolar Quilombola, Cultura de Quilombo rural na politica de segurança alimentar e nutricional tocando na sua cultura de produção agricola com conhecimentos tradiocionais de linguagem identitária e tecnicas próprias. além dos recirtes de encontros sobre saude da comunidade quilombola a partir das er as medicinais.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/associacao-dos-remanescentes-de-quilombolas-sao-pedro

O Instituto Odoiyá atua no reconhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural africano e afro-brasileiro, no combate à fome, a violência de gênero e ao racismo em projetos como:

Encante-se no Combate às Violências de Gênero: Um chamado à resistência através de rodas de conversa, oficinas e conteúdos digitais que celebram o axé e suas práticas de cura.

VamborAlimentar ação de combate à fome, onde são distribuídos regularmente alimentos, roupas e produtos de higiene.

Projeto Ile Ifé – Conexão Brasil-Nigéria: Uma ponte entre culturas que valoriza a ancestralidade como fonte de aprendizado e força.

Cartilha Axé! Sim, Nós Temos Patrimônio: Cartilha de conservação e preservação de acervos documentais de terreiro.

www.institutoodoiya.com

O Movimento Ocupa Fazenda Engenho Novo é um coletivo que foi criado em 2018 a partir da inquietação de gonçalenses que possuem um sentimento de pertencimento ao patrimônio cultural da Fazenda Engenho Novo em São Gonçalo (RJ) e presenciam o deterioramento deste espaço. O coletivo se identifica como um movimento social negro e educador e tem o objetivo de resgatar a história e preservar o patrimônio material e imaterial da Fazenda Engenho Novo, evidenciando para o poder público e para sociedade civil a importância histórica do espaço, a ausência de políticas públicas nessa região e a necessidade de inclusão social.

www.ocupafazendaengenhonovo.org.in

A Lanchonete Lanchonete (LL) é uma associação cultural que combina no mesmo lugar e através da arte e da comensalidade, a transformação das circunstâncias com a atividade humana, e está baseada desde 2016 na Pequena África, bairro Gamboa, Rio de Janeiro. A Casa Arquivo Vivo LL é um espaço vinculado aos campos da Memória, Verdade e Justiça. Sua missão é a realização de um trabalho com os arquivos comunitários, priorizando as memórias vivas do presente, de modo dinâmico e desalinhado das metodologias arquivísticas ocidentais. Deste modo, articula-se à luta pela reparação histórica em relação aos prejuízos causados à população negra e negra-indígena brasileira pelo colonialismo no passado e na contemporaneidade.

www.lanchonetelanchonete.com

O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) é uma associação sem fins lucrativos com sede no Rio de Janeiro que exerce sua ação em quatro áreas: ensino, pesquisa, cultura e documentação. O Ipeafro cuida e faz a gestão do legado e do acervo de Abdias Nascimento. O acervo é composto por sua própria produção artística e pela coleção do projeto Museu de Arte Negra, que nasceu da atuação do Teatro Experimental do Negro, fundado por ele em 1944. Seu acervo documental reúne a iconografia e os documentos de texto (recortes de jornais e revistas, programas teatrais, manuscritos, correspondências, registros de sua atuação parlamentar etc.) dele e das organizações que ele criou. O acervo possibilita múltiplas expressões nos mais variados contextos. Esse trabalho dá sustento às atividades do Ipeafro na área do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira através de exposições, fóruns, cursos e publicações. O conteúdo do acervo também é disponibilizado e difundido por meio de seu site e outros canais na internet.

www.ipeafro.org.br

Um museu com o compromisso em manter e ampliar a cultura afro-brasileira de resistência e de trabalho da memória negra. Movimento coletivo dedicado a fundar um acervo público para mulheres e homens negros desta cidade, bem como reivindicar narrativas e promover ações identitárias e representativas para a população afro-petropolitana. Um museu que faz a denúncia do apagamento de nossas memórias e anuncia a significativa dimensão da presença negra petropolitana.

www.museudamemorianegradepetropolis.com

O Projeto Afro Memória tem o objetivo de recuperar, preservar e difundir a memória negra através da captação, organização, catalogação e digitalização de acervos do ativismo negro contemporâneo.

www.afromemoria.afrocebrap.org.br

O Museu Bajubá é um museu virtual de história da população LGBTI+, focado em seus territórios urbanos. Estrutura-se numa concepção de base interdisciplinar, interligando pesquisas em memória, história, patrimônio cultural, com museologia social, divulgação do conhecimento, direitos fundamentais, política social, educação para a cidadania cultural, turismo, qualificação profissional, geração de renda. Constitui-se inicialmente em três Giras ou Estações – Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

www.museubajuba.org

O Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis do Instituto APPOA – clínica, intervenção e pesquisa em psicanálise é um museu virtual de memória e de consciência que musealiza memórias, testemunhos, narrativas e objetos que viabilizam a inscrição, no espaço público, de memórias subterrâneas e de memórias difíceis na memória coletiva.

www.museu.appoa.org.br/site

O Museu das Mulheres de Santa Maria foi fundado com o propósito de preservar e registrar as memórias das mulheres que são ou moram na cidade de Santa Maria. O projeto surge a partir do Programa de Pós-graduação em Patrimônio Cultural e, desde sua criação, se propõe a ser um espaço de reflexão, educação e inspiração, destacando a importância das mulheres na história e na sociedade. Um momento importante na história do museu foi sua integração à rede de núcleos do Museu da Pessoa, uma instituição renomada que compartilha o mesmo propósito de valorizar a história individual e coletiva de diferentes comunidades. Essa integração permitiu ao Museu das Mulheres de Santa Maria ampliar seu alcance e compartilhar conhecimentos e experiências com outros museus e instituições culturais. Um dos projetos em andamento no Museu das Mulheres é a exposição "Terra de Luta, Mulheres de Conquista", que permitiu a socialização das histórias de vida das mulheres do bairro Nova Santa Marta, localizado em Santa Maria. O bairro é uma das maiores ocupações da América Latina, sendo referência na luta pela moradia com uma rica história de resistência. O trabalho realizado junto à comunidade conta a história e as trajetórias das mulheres e suas contribuições para o desenvolvimento do bairro e da cidade como um todo. Com a exposição "Terra de Luta, Mulheres de Conquista," o museu busca destacar e honrar a força, a coragem e as conquistas dessas mulheres, promovendo uma reflexão sobre o papel fundamental que elas desempenham na construção da história local.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/museu-das-mulheres-de-santa-maria

Museu da Parteira nasceu do desejo de parteiras pernambucanas de narrarem sua história por si próprias. Assim, o museu nasceu e cresce enquanto um centro de referência sobre o partejar tradicional, promovendo seus saberes e suas práticas, valorizando suas detentoras e transformando-se num local de reflexão e articulação de novas ideias e parcerias.

O Museu da Parteira representa um museu em processo, no qual uma série de ações vêm construindo e propagando narrativas imagéticas, expográficas, documentais e biográficas acerca desse universo. Assim, ele existe sem muros, desterritorializado, itinerante.

www.museudaparteira.org.br

Localizado no bairro da Praia Grande,antigo bairro das grandes casas, comerciais do Maranhão, no início do século XIX, a Cafua das Mercês também conhecida como Museu do Negro é um espaço cultural destinado a preservação da memória da forte presença,da cultura afro no Maranhão.
Neste espaço museológico encontram-se instrumentos do período da escravidão, objetos da cultura afro-maranhense,sobretudo do tambor-de-mina(indumentária,acessórios de indumentária e instrumentos musicais utilizados nos rituais religiosos da Casa das Minas,Casa de Nagô e outros terreiros do Maranhão), e uma valiosa coleção de arte africana proveniente de diversas regiões e etnia da África, a exemplo de grupos culturais como Bambara,Dogon,Senufo e outros.
Segundo a tradição, a Cafua das Mercês era um antigo depósito de escravos,construído no século XVIII para receber os negros africanos, que desembarcavam no Portinho vindos da África,para ali serem comercializados. O aspecto sombrio do prédio, em estilo colonial, de fachada uniforme,contendo apenas uma porta principal ladeada e encimada por seteiras centradas em nicho emoldurados por argamassas,constituindo as únicas aberturas de luz e ventilação do prédio,indica a tirania da escravatura. O prédio é pequeno com apenas dois pavimentos,com um compartimento cada,embora se saiba que o mesmo já ocupou área bem maior e que no seu interior havia outros compartimentos hoje extintos.

www.casas.cultura.ma.gov.br/portal/mham/index.php?page=mcafuam

O Museu Memorial da Balaiada, inaugurado em 2004 está localizado na cidade de Caxias no leste maranhense. É definido como um centro educativo cultural, formado pelas ruínas do forte remanescente do século XIX, pelo museu escola e por um centro de documentação. O centro de documentação funciona como biblioteca, possui em seu acervo documentos dos século XIX, XX e XVIII como cartas de alforrias, testamentos, entre outros. Os estudantes que visita o memorial têm acesso a uma vasta bibliografia composta por livros, revistas, folders e HQs sobre a balaiada e sobre a história de Caxias e do Maranhão. O museu memorial é formado por dois ambientes: o ambiente ao ar livre, onde fica as ruinas do forte e as esculturas dos líderes balaios e o ambiente fechado, que é a visão tradicional que temos de museu, abrigado pelo prédio físico.

www.memorialvirtual.com/museu

A Cooperativa de Trabalho dos Empreendedores Sociais da Região Norte tem um histórico de atuação no Território Indígena que antecede a formalização da entidade como pessoa jurídica, antes um grupo de pessoas de movimentos sociais da cidade, do campo, das águas e das florestas que tinha uma atuação efetiva na região, trabalhando eixos de educação popular, pesquisas, cultura, resgate de memórias, agricultura familiar, entre outros. Assim, iniciamos as ações do Ponto de Memória do Território Indígena Karajá Ixybiòwa no ano de 2020, dentre as atividades podemos destacar a pesquisa que deu origem ao livro paradidático que versa sobre as manifestações culturais do Povo Karajá Ixybiòwa, publicado posteriormente no ano de 2022, para o ano de 2021 ainda com muitas marcas da pandemia do covid19, realizamos no mês de dezembro uma oficina sobre a Lingua Martena Iny-Rubé, para 2022 seguimos com atividades regulares, tais como: oficina de ornamentos corporais, oficina de pintura corporal, campeonato de esportes tradicionais, contação de histórias culturais, mostra de comidas tradicionais, Festa da Tartaruga e oficina de canto e dança. Para o ano de 2023, temos concretizados a roda de leitura coletiva, Festa do dia dos Povos Indígenas e a oficina de artesanatos, seguida de um planejamento que contempla mais 03 ações para o ano vigente. Além das atividades realizadas pelo Ponto de Memória até aqui descritas, a entidade pode destacar ações nas cidades e em outros territórios indígenas, a exemplo do Concurso de Literatura Infantil na cidade de Pau -D'arco no Tocantins (2021), Formação de Professores Indígenas no Território Indígena Mãe Maria no Estado do Pará (2022), Feira de Ciência, Cultura e Meio Ambiente em parceria com a Escola Indígena Tokurykti na T.I Mãe Maria - PA (2023), dentre outros.

www.cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/cooperativa-de-trabalho-dos-empreendedores-sociais-da-regiao-norte

Nosso Ponto de memória está vinculado ao CNPJ da nossa Associação e possui experiências na produção de alimentos de base agroecológica. Com a juventude, fortalecemos a cultura com diversas atividades que envolvem a diversidade. Atuamos no fortalecimento do território, memória, identidade, língua em conjunto com idosos, jovens, mulheres, homens, entre outros seres. Desenvolvemos atividades socio-educativais tais quais; Reuniões; oficinas; Assembleias; Rodas de conversas; reforços escolares; Rituais; entre outras.

cadastro.museus.gov.br/pontos-de-memoria/184579-2

 

O Centro de Memória Queixadas foi criado para reunir documentos , registros orais, e obras que retomem esse histórico de luta e resistência no bairro. O objetivo é dar voz àqueles que quase nunca, ou nunca, possuem o direito de contar suas próprias narrativas.

Deste modo, a população tem a possibilidade de eleger seu patrimônio e narrar a sua própria história, atribuindo outros significados para “Patrimônio Material”. Portanto, priorizamos e trabalhamos com aspectos afetivos e humanos que fogem à lógica conservadora da economia e sociedade.

A maior intenção do CMQ é que a comunidade compreenda o conceito de patrimônio de modo que passe a ser guardiã de suas memórias, como protagonistas de suas narrativas.

www.cmqueixadas.com.br

O Museu Sankofa Memória e História da Rocinha vem se constituindo como um museu de percurso e um museu virtual, e está em nossos planos termos a nossa sede, nosso espaço físico.

Como Museu de Percurso, nós entendemos que a Rocinha é um espaço museal, entre becos e vielas, portas e janelas, onde encontramos as memórias e histórias da Rocinha contadas pelos moradores. A gente trabalha com essa magnitude, essa amplitude dessa que é a maior favela do Brasil.

Então, há uma diversidade de memórias e histórias. E em nenhum momento a gente quer desconsiderar nenhuma delas. Ao contrário, nós queremos retratá-la das diversas formas possíveis. E é nesse sentido também que esse museu é também virtual. Como Museu de Percurso, no roteiro Rocinha Histórica, trazemos dessas memórias, de como que essa favela foi se constituindo.

Como Museu Virtual, disponibilizamos uma parte de nosso acervo, uma exposição de longa duração, um guia e um mapa interativo.

www.museusankofarocinha.com.br

A Capela dos Aflitos é um patrimônio histórico, mas ao mesmo tempo um templo religioso em funcionamento. Campo para pesquisadores de várias vertentes, desde os que buscam pelo lado espiritual aos que buscam pelo contexto histórico, arquitetônico, urbanístico, arqueológico, antropológico etc. Por ser uma capela de cemitério, apresenta um discreto sincretismo, e tem em seu acervo algumas peças históricas como a imagem de N. Sra. dos Aflitos barroca, Nossa Senhora das Dores, de róca, retabúlos antigos, dentre outros.

www.instagram.com/aflitos.unamca

O Ponto de Memória Quilombo dos Camarás, na comunidade do Vera Cruz, Aldeia, Camaragibe, PE, é um centro cultural liderado por Gilmar Camará. O espaço promove a preservação da cultura afro-brasileira através de cultos, consultas espirituais e o projeto Educapretus, que ensina história africana e língua yorubá. É um símbolo de resistência e identidade cultural na região.

www.museusdepernambuco.pe.gov.br/espaco/2324/#info

Para difundir a desconhecida história da Baixada de Jacarepaguá e seu rico patrimônio, nasce a Casa de Cultura de Jacarepaguá. A Casa conta com uma exposição permanente sobre a memória da Baixada de Jacarepaguá e exposições temporárias de arte e artesanato com obras de artistas e artesãos da região, do Brasil e do mundo.

www.casadeculturajpa.com.br

O Instituto Cultural Abrapalavra foi fundado em 2011. Tem como missão reunir vozes para registrar, contar e compartilhar histórias, a partir da força artística e política da palavra e da dimensão narrativa da memória social. Nosso trabalho se fortalece a partir do encontro entre narradores tradicionais e contemporâneos, tendo como metodologia de trabalho a Museologia Social.

www.laguna.sc.mapas.cultura.gov.br/espaco/16191

O Museu Afro Digital do Maranhão – MAD/MA-UFMA, vinculado ao Departamento de Sociologia e Antropologia – DESOC/UFMA é um Projeto de Extensão da Universidade Federal do Maranhão/UFMA, que mantém e atualiza acervo – etnográfico, bibliográfico, histórico-social, artístico-cultural – de culturas africanas, afro brasileiras e afro indígenas no Estado do Maranhão. É coordenado pelos professores Dra. Marilande Martins Abreu (DESOC e PPGSA), e Ms. Nélio Guilhon, do Colégio Universitário (COLUN-UFMA).

www.museuafro.ufma.br

A ideia de conceber um espaço voltado à memória da Shoá em Curitiba nasceu nos anos 1990, durante visitas do empresário Miguel Krigsner, filho e genro de sobreviventes, a memoriais e museus do Holocausto. O mundo vivia um período de conscientização sobre os legados do genocídio e a consolidação das filosofias educativas das duas maiores instituições ligadas ao tema: o United States Holocaust Museum, em Washignton, e o Yad Vashem, em Jerusalém.

www.museudoholocausto.org.br

O MAI - Museu de Arte Indígena, reúne um acervo diversificado de peças originais, entre arte plumária, cerâmica, cestaria, instrumentos musicais, máscaras ritualísticas e objetos utilitários.

www.maimuseu.com.br

Fortalecimento Comunitário de Mulheres Quilombolas do Território Kalunga Ponto de memória certificado pelo @museusbr.

www.instagram.com/casamemoriadamulherkalunga

A Galeria Liberdade foi aberta no dia 18 de junho de 2025, com a exposição “Negro é um rio que navego em sonhos”. O espaço, gerido pelo Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE), faz parte do conjunto arquitetônico do Palácio da Abolição. O MIS integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais (RECE) da Secretaria da Cultura do Ceará, com gestão parceira do Instituto Mirante.

www.mis-ce.org.br/exposicoes/galeria-da-liberdade

O Memorial Brumadinho é um espaço de memória às vítimas fatais do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em 2019, em Brumadinho (MG). Ele nasce de uma iniciativa histórica, fruto da mobilização dos familiares para salvaguardar segmentos corporais das vítimas e honrar as 272 vidas ceifadas na tragédia — 251 trabalhadores, dois nascituros, além de moradores da comunidade e turistas.

www.memorialbrumadinho.org.br

A Fundação Darcy Ribeiro é uma instituição dedicada à pesquisa e o desenvolvimento de projetos educacionais, culturais, sociais e científicos. Criada em 1996 por Darcy Ribeiro é uma Fundação com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, e detém os direitos autorais de seu instituidor. Tem sede própria na cidade do Rio de Janeiro, e mantém representação em Brasília, no Memorial Darcy Ribeiro, localizado no campus da UnB – Universidade de Brasília, onde abriga o acervo documental e as bibliotecas dos antropólogos Darcy e Berta Ribeiro.

www.fundar.org.br

Com um acervo único, o Museu possui hoje mais de 45 mil itens. O núcleo de educação patrimonial é considerado referência. São realizadas diversas ações que difundem e promovem a valorização do samba, principal referência identitária do povo brasileiro.

www.museudosamba.org.br

Movimento em defesa do legado do Quilombo do Saracura e preservação do sítio arqueológico na Linha 6 do Metrô, no Bixiga.
 
www.instagram.com/estacaosaracuravaivai

"Caminhos da Ditadura em Porto Alegre" é um projeto que mapeia espaços de violação dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil, com foco na capital gaúcha. O projeto, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), inclui um mapa interativo e informações sobre ações e locais de repressão na cidade.

www.ufrgs.br/caminhosdaditaduraemportoalegre/sobre

Dedicado à memória e verdade da escravidão e do tráfico transatlântico no Brasil, partindo dos territórios da Liberdade e da Baixada do Glicério.

https://www.instagram.com/museudosaflitos

Sediado no centro histórico de Salvador, BA, possui um acervo de mais de 1100 peças de cultura material africana e afro-brasileira contribuindo ativamente para a divulgção e preservação destas matrizes culturais.

https://mafro.ceao.ufba.br

 

O Acervo da Laje é um espaço de memória artística, cultural e de pesquisa sobre o subúrbio ferroviário de Salvador.

https://www.acervodalaje.com.br

O Instituto Marielle Franco é uma organização sem fins lucrativos, criada pela família de Marielle, com a missão de inspirar, conectar e potencializar mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas da sociedade por um mundo mais justo e igualitário.

https://www.institutomariellefranco.org

Centro de Memória Urbana (CMUrb) é um programa de extensão de documentação e pesquisa voltado à reunião, produção, custódia, organização, preservação, disponibilização pública e difusão de conjuntos documentais dos mais variados gêneros e proveniências relacionados às questões urbanas, constituindo acervos e problematizando suas múltiplas significações sociais e culturais. Tributário dos esforços de grupos, coletivos e movimentos culturais da região – que desde os anos 1990 organizam-se em favor da realização de atividades e da constituição de espaços de memória –, o CMUrb tem como antecedentes “Centro de Memória da Zona Leste”, programa de extensão inicialmente desenvolvido entre 2014 e 2018 de forma associada ao Observatório de Políticas Públicas, a partir de discussões surgidas no contexto de mobilização social pela expansão do ensino superior público na Zona Leste de São Paulo.

https://www.centrodememoriaurbana.org

O Museu Virtual da Boa Esperança é mais uma ferramenta de luta dos Povos e Comunidades Tradicionais que habitam a região das Lagoas do Norte de Teresina, servindo como uma plataforma digital do Museu físico que está enraizado no território. 

https://www.museudaboaesperanca.org

O ZUMVI Arquivo Fotográfico é uma instituição idealizada, em 1990, por Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro, três jovens negros das periferias de Salvador, que viveram em um contexto histórico adverso em meio à ditadura Militar e os percalços de serem negros na cidade mais negra fora do continente Africano. Eram fotógrafos afrodescendentes comprometidos com o registro das atividades culturais políticas e produção de imagens da cultura Afro-Brasileira. Tudo girava em torno do campo da documentação e memória: “Fotografar hoje para o futuro”, era assim que eles pensavam. Sem tal pretensão, esses fotógrafos criaram um “Quilombo visual”, desenvolvendo uma afro maneira de registrar e criando um arquivo de memórias imagéticas dos negros, algo jamais feito no Brasil contemporâneo.

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Vanderlei explica a importância da inciativa, hoje referência no tema: “Vinham vários pesquisadores, professores, fotógrafos, conhecer Canudos, conhecer a história, e não tinha esse espaço de apoio, com obras literárias, com um acervo histórico”. A entidade conta com uma capela que guarda o Cruzeiro erguido por Antônio Conselheiro assim que chegou ao arraial de Belo Monte, uma biblioteca para consulta e visitação, e exposição com peças do período da guerra.

https://linktr.ee/ipmcanudos

Casa das Minas Jeje (Querebentã Toi Zomadonu), 857, Rua São Pantaleão, Belira, Madre Deus, Centro, São Luís, Região Geográfica Imediata de São Luís, Região Geográfica Intermediária de São Luís, Maranhão, 65015-090, Brasil Museu da República, 153, Rua do Catete, Catete, Rio de Janeiro, Região Geográfica Imediata do Rio de Janeiro, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Região Geográfica Intermediária do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 22220-000, Brasil

O Centro Universitário MariAntonia é uma instituição cultural que atua como espaço de extensão e democratização ao acesso das correntes de pesquisa interdisciplinar da Universidade de São Paulo e que viabiliza o fomento da arte em meio a cena cultural de São Paulo.

A programação do MariAntonia oferece cursos de difusão, exposições, palestras, lançamentos de livros e eventos que fomentam o pensamento crítico ao tematizar os direitos humanos, a ciência e a produção do conhecimento. Além dessas atividades, há a Biblioteca Gilda de Mello e Souza, as programações do Teatro da USP (Tusp), do Cinema da USP (Cinusp) e os programas da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.

www.mariantonia.prceu.usp.br

 busca pela preservação da memória também está presente no cuidado dos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra que guardam jornais, bandeiras desbotadas, camisetas de marchas anteriores e congressos, todos materiais que marcaram e contam histórias pessoais e coletivas.

Com a preocupação do cuidado e preservação da memória Sem Terra, e em preparação ao 7º Congresso do MST, vem sendo desenvolvido o projeto denominado Programa de Arquivos Modernos Ameaçados da Biblioteca da UCLA (MEAP – Modern Endangered Archives Program da UCLA Library), “Preservando a memória do MST”, que é administrado por um grupo de técnicos da Universidade da Califórnia no Campus de Los Angeles (UCLA).

acervomst.org.br

Palmas, Região Geográfica Imediata de Palmas, Região Geográfica Intermediária de Palmas, Tocantins, Região Norte, Brasil

Aconteceu na terça-feira (12) no assentamento Marcos Freire, em Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, a inauguração do Centro de Memória Terra e Povo. As famílias Sem Terra dos assentamentos Marcos Freire e Ireno Alves dos Santos reuniram suas fotografias, depoimentos, vídeos, notícias de jornais locais e demais ferramentas com o objetivo de contar suas histórias nas paredes, estandes e mesas do Centro de Memória

O Memorial da Democracia de Pernambuco – Fernando de Vasconcellos Coelho, vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, se destina à guarda, pesquisa e exposição de materiais e documentos que se refiram ou se vinculem ao esforço pela defesa e preservação da democracia, da cidadania e dos direitos humanos no Estado de Pernambuco.

O Ìrohìn – Centro de Documentação, Comunicação e Memória Afro-brasileira é um espaço de preservação, aprendizado e reflexão sobre a trajetória do Movimento Negro no Brasil. Aqui você acessa a memória de uma das mais ricas experiências de imprensa negra no Brasil e documentos, imagens e registros históricos relacionados ao enfrentamento ao racismo e às práticas de discriminação racial. Historicamente, o Ìrohìn contribuiu na mobilização política de entidades em nível nacional e estimulou a expressão e articulação de novos talentos, com participação expressiva de mulheres negras. Durante três anos, após a “Marcha Zumbi dos Palmares contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida”, de 1995, mantivemos, em Brasília, curso de capacitação de ativistas de Movimento Negro em administração pública, com todas as etapas de formação realizadas nas dependências da ENAP – Escola Nacional de Administração Pública. Em 2008, o Ìrohìn foi agraciado com o Prêmio Orilaxé, do Grupo Cultural AfroReggae, na categoria Produção de Conhecimento. Nosso acervo traz agora conteúdo atualizado para todos aqueles que buscam promover o conhecimento e o respeito à história de luta dos afro-brasileiros.

O primeiro museu do Hip Hop da América Latina está localizado em Porto Alegre/RS. Inaugurado em dezembro de 2023, o espaço se propõe a preservar a história do Hip Hop gaúcho através de exposições interativas, eventos culturais e ações educativas. 
 
O complexo conta com quatro edificações, abrigando salas expositivas, estúdio de gravação, biblioteca, loja, café, acervo, salas multiuso e para oficinas, área para graffite, breaking, discotecagem, espaços para shows, sala administrativa, horta, anfiteatro e quadra poliesportiva.
 
Nos espaços expositivos são exibidos artigos importantes da história do gênero, bem como itens de acervo de famosos nomes da cultura.
O Museu da Maré é um conjunto de ações voltadas para o registro, preservação e divulgação da história das comunidades da Maré, em seus diversos aspectos, sejam eles culturais, sociais ou econômicos. As ações propostas no Plano Museológico, contemplam o programa institucional, de acervos, de exposição, educativo cultural, de pesquisa e de divulgação da iniciativa.
 
     O Museu da Maré envolve vários núcleos de ação que têm como centro a exposição permanente, mas que se desdobram em outras ações como a organização de acervo documental; a realização de pesquisa em história oral; o desenvolvimento de atividades lúdicas e educativas, como o grupo de contadores de histórias; além da realização de eventos diversos como exposições itinerantes, seminários, oficinas e produção de material temático.
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, fundado em 2004, é uma instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Localizado no icônico Parque Ibirapuera, no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, projetado por Oscar Niemeyer, o museu ocupa 12 mil m² e abriga um acervo com mais de 8 mil obras.
 
A coleção reflete a riqueza dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, destacando temas como religiosidade, arte e história. Com ênfase nas contribuições da população negra para a formação da sociedade e cultura brasileira, o Museu é um espaço de arte, educação e memória.

O Museu das Culturas Indígenas (MCI), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, administrada pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura em parceria com o Instituto Maracá, desenvolve uma proposta inovadora de gestão compartilhada com protagonismo do Conselho Indígena Aty Mirim, composto por lideranças de diversos povos indígenas do Estado de São Paulo. Inaugurado em 2022, o MCI se constitui como uma instituição museológica de caráter dialógico, participativo e de expressão de diversas vozes e culturas indígenas. Criado com o propósito de articular, pesquisar, fortalecer e comunicar as histórias e memórias de resistência e resiliência indígenas, a arte indígena e produções artísticas, intelectuais e tecnológicas dos diversos povos e etnias indígenas em São Paulo. O MCI é uma conquista dos povos indígenas, um espaço de diálogo intercultural entre povos indígenas e não indígenas, onde a memória da ancestralidade permite, aos diversos povos originários, compartilhar suas ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes, memórias e histórias. Por meio da arte e da cultura, o Museu das Culturas Indígenas demarca a presença indígena na paisagem cultural do Estado de São Paulo e do Brasil.

O Museu das Favelas é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com sede em São Paulo, e gerido pela organização social de cultura idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão. O Museu é um ambiente de pesquisa, preservação, produção e comunicação das memórias e potências criativas das favelas brasileiras. Com entrada gratuita e aberto a todos os públicos, propõe uma viva programação cultural e educativa, exposições, Centro de Referência e Biblioteca.

O Museu da Diversidade Sexual é um equipamento cultural da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O MDS produz e promove projetos, exposições e mostras digitais que têm como fio condutor temáticas LGBTQIA+